| Boa noite. Eu vou com as aves. Eugénio de Andrade. |
domingo, 13 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
...
| uma prancha sem porta sem escada um grifo nas linhas da mão uma Ibéria muito desgraçada um rossio de solidão Mario Cesaryny |
domingo, 25 de março de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Namoro
Namoro
Mandei-lhe uma carta em papel perfumado e com a letra bonita eu disse ela tinha um sorrir luminoso tão quente e gaiato como o sol de Novembro brincando de artista nas acácias floridas espalhando diamantes na fímbria do mar e dando calor ao sumo das mangas. sua pele macia - era sumaúma... Sua pele macia, da cor do jambo, cheirando a rosas tão rijo e tão doce - como o maboque... Seu seios laranjas - laranjas do Loge seus dentes... - marfim... Mandei-lhe uma carta e ela disse que não. Mandei-lhe um cartão que o Maninjo tipografou: "Por ti sofre o meu coração" Num canto - SIM, noutro canto - NÃO E ela o canto do NÃO dobrou. Mandei-lhe um recado pela Zefa do Sete pedindo rogando de joelhos no chão pela Senhora do Cabo, pela Santa Ifigénia, me desse a ventura do seu namoro... E ela disse que não. Levei à avó Chica, quimbanda de fama a areia da marca que o seu pé deixou para que fizesse um feitiço forte e seguro que nela nascesse um amor como o meu... E o feitiço falhou. Esperei-a de tarde, à porta da fábrica, ofertei-lhe um colar e um anel e um broche, paguei-lhe doces na calçada da Missão, ficamos num banco do largo da Estátua, afaguei-lhe as mãos... falei-lhe de amor... e ela disse que não. Andei barbado, sujo, e descalço, como um mona-ngamba. Procuraram por mim " - Não viu...(ai, não viu...?) Não viu Benjamim?" E perdido me deram no morro da Samba. E para me distrair levaram-me ao baile do sô Januário mas ela lá estava num canto a rir contando o meu caso às moças mais lindas do Bairro Operário Tocaram uma rumba dancei com ela e num passo maluco voamos na sala qual uma estrela riscando o céu! E a malta gritou: "Aí Benjamim!" Olhei-a nos olhos - sorriu para mim pedi-lhe um beijo - e ela disse que sim.Viriato da Cruz
domingo, 15 de janeiro de 2012
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Meteu o punhal...
Meteu o punhal dentro do bolso e saiu para a noite
deserta.Deserta e escura.Seu desejo assassino era
somente apunhalar as trevas e riscá-las de luz.
Vasco Miranda
domingo, 8 de janeiro de 2012
sábado, 26 de novembro de 2011
E por vezes....
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos.E por vezes
David Mourão Ferreira
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Portugal.
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| Portugal. Eu tenho vinte e dois anos e tu às vezes fazes-me sentir como se tivesse oitocentos. Jorge Sousa Braga |
quinta-feira, 30 de junho de 2011
o poema...
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| o poema é quando eu podia dormir até tarde nas férias do verão e o sol entrava pela janela. José Luís Peixoto. |
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Na avenida das Marchas...
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Sentas-te...
Sentas-te num banco de jardim e não esperas.
Sento-me a teu lado, Lisboa.
Podíamos perguntar-nos onde está a noite quando é dia mas não o fazemos.
Sabemos que a noite está sentada mais adiante, noutro banco de jardim.
Conversamos com ela em pensamento.
José Luís Peixoto
Linhas paralelas
Tento não me perder e para não me perder tracei duas linhas paralelas no chão que piso.
Iludida pela imagem das duas linhas vou caminhando a direito.
Só posso caminhar pelos caminhos que as duas me indicam, pouco importando qual o destino a que me levam.
Faço-o de olhos fechados. Outras vezes, de olhos semicerrados.
E as linhas sempre lá. Do lado direito, do lado esquerdo. Paralelas.
Uma de fronte da outra.
Namoram-se? Veêm-se? Que sei eu da vida destas duas linhas que me guiam? Tracei-as eu ou foi alguém que as traçou para mim?
E a vida vai passando.
Sem que eu a tente prever, sem que tente adivinhar para onde vou, onde pararei este meu caminho conduzido por mãos invisíveis que me vão levando, de ponto em ponto na vida.
Vera Lima
Iludida pela imagem das duas linhas vou caminhando a direito.
Só posso caminhar pelos caminhos que as duas me indicam, pouco importando qual o destino a que me levam.
Faço-o de olhos fechados. Outras vezes, de olhos semicerrados.
E as linhas sempre lá. Do lado direito, do lado esquerdo. Paralelas.
Uma de fronte da outra.
Namoram-se? Veêm-se? Que sei eu da vida destas duas linhas que me guiam? Tracei-as eu ou foi alguém que as traçou para mim?
E a vida vai passando.
Sem que eu a tente prever, sem que tente adivinhar para onde vou, onde pararei este meu caminho conduzido por mãos invisíveis que me vão levando, de ponto em ponto na vida.
Vera Lima
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Retrato.
O teu corpo
As minhas mãos no teu corpo
O meu cheiro
A tua roupa inundada do meu cheiro
O teu sabor
Eu esquecida de te saborear
O meu sorriso
Tu esquecido de me fazer sorrir
Eu&Tu
Noutro tempo talvez
Vera Lima
As minhas mãos no teu corpo
O meu cheiro
A tua roupa inundada do meu cheiro
O teu sabor
Eu esquecida de te saborear
O meu sorriso
Tu esquecido de me fazer sorrir
Eu&Tu
Noutro tempo talvez
Vera Lima
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Era uma vez um País...
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| Era uma vez um país onde entre o mar e a guerra vivia o mais infeliz dos povos à beira-terra... Ary dos Santos. Última fotografia sobre desenho da minha filha Carolina... |
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Urbanização.
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| Senhores dos planos de urbanização responsáveis pela paisagem cuidado com o poeta na cidade. Não há nem pode crescer na rua árvore mais inútil que a palavra do poeta. Ruy Belo |
terça-feira, 5 de abril de 2011
Tenho uma coisa...
| Tenho uma coisa que eu te posso dar que é o vento a vir atrás do verde e a dizer azul no teu cabelo. Pedro Tamen |
sexta-feira, 1 de abril de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
48 (Portugal, 2009). Susana de Sousa Dias.
Assisti ontem à ante-estreia deste fabuloso documentário de Susana Sousa Dias na Cinemateca Portuguesa.
Apesar de realizado em 2009 apenas este mês chegará ao circuito comercial . Completamente ignorado em Portugal, apenas com passagem no Doc Lisboa, tem ganho prémios por esse mundo fora e vais ser presença na próxima edição da PhotoEspanha, um dos maiores eventos mundiais de fotografia.
Com uma imagem e um som absolutamente magníficos e impressionantes, transporta-nos, com os seus emocionantes testemunhos, para a realidade absolutamente aterradora que foram as prisões políticas , nos tempos do fascismo, em Portugal.
Imperdivel, por todas as razões.Uma obra-prima.
domingo, 27 de março de 2011
Chapitô. Cemitério dos Prazeres .
segunda-feira, 21 de março de 2011
És tu a Primavera...
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| És tu a Primavera que eu esperava, A vida multiplicada e brilhante, Em que é pleno e perfeito cada instante. Sophia de Mello Breyner Andersen |
Os Pássaros nascem na ponta das Árvores.
domingo, 20 de março de 2011
Urgência (Dia Mundial da Poesia).
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| Para bem da cidade, do País, da cultura é preciso encontrar o casal fugitivo que inventou o amor com carácter de urgência. Daniel Filipe. A invenção do Amor. |
sábado, 19 de março de 2011
Desta janela...
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| Desta janela de ar e ansiedade podemos ver compor-se a primavera lentamente por cima das casas. Gastão Cruz |
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